O que você tem procurado pode achar você


Pega teu óculos de natação e mergulha numa piscina ao ar livre. Olha o azul cristal da água e as linhas dos azulejos que parecem se mover como líquido. Enxerga o reflexo dos raios de sol que entram pela água. Ouve o silêncio. Desliza na água. Faz do teu movimento um mantra, cede ao teu corpo o comando da ação. E, num momento assim, com a mente limpa e clara, o que você tem procurado pode achar você. Inspiração.

Erik Brynjolfsson, diretor do Centro de Negócios Digitais do MIT - Massachussetts Institute of Technology, diz que o que ainda distingue a raça humana das máquinas é a nossa capacidade de desenvolver perguntas, questões. Outra distinção há: "a imaterial inspiração" que nos toma sem aviso - e já falamos disso aqui.

E como tudo na vida é dual, e tudo tem o seu oposto, a inspiração que renova tem como oposto a realidade que derruba - e tão extremo, ressentido e chocante pode ser um relato, como o de Nazim Hikmet: "na prisão você encontra Deus, toda espécie de mosca, percevejos, pulgas, piolhos, contas a acertar, esperança o bastante para fazer um homem chorar de ódio, amizade e inimizade, desconfiança e lealdade, mas há uma coisa que resiste a entrar na prisão: o arrependimento. A culpa é do que já morreu, a culpa é dos que ficaram lá fora, a culpa é do juiz." Não assumindo os seus próprios erros e acertos, preso um estará em qualquer lugar.

Inspiração é futuro no presente. Ressentimento é culpa e passado. Inspiração é liberdade. Ressentimento é dependência. Na dependência de qualquer passado, simplesmente não há quem possa se inspirar para viver, trabalhar, se relacionar e construir seu melhor presente.

Mergulha na piscina. Desliza na água. Faz do teu movimento um mantra, cede ao teu corpo o comando da ação. E, num momento assim, com a mente limpa e clara, o que você tem procurado pode achar você. Inspiração. 

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