Quero um Sebrae com a urgência de uma startup


Urgente é o que não se pode adiar ou transferir; o que é indispensável, imediato, iminente; o que é preciso ter ajuda ou fazer com a máxima rapidez.

Ter uma crise renal num voo de avião ou ter a notícia de um acidente com um filho pelo telefone geram imediata urgência. "Quanto tempo de voo ainda?" ou "em que hospital ele está agora?" são perguntas imediatas. Não há tempo para adiamento ou discussão, só ação!

E, se em casos de saúde ou de horário rígido (quem nunca teve que correr para não perder um avião ou uma reunião?), a urgência é vista como a urgência que é, em outras áreas há muita discussão e pouca ação sobre o que pode ser urgente ou não. E esta discussão aqui é importante para prevenir que o urgente não tratado vire um triste fim, não entendido em si.

Problema grande há quando o urgente é visto como não urgente. E isto acontece a toda hora, em todo lugar, agora mesmo perto de você e de mim.

Urgência é mais do que prioridade, urgência é realidade - prevista ou não. E como cada um tem uma visão diferente do que lhe acontece, cada um traça suas próprias prioridades (urgências?) de vida, tanto em casa como no trabalho. As empresas, por sua vez, dependem das visões de seus sócios, acionistas, conselheiros, executivos e associados. Não têm senso próprio de urgência, herdam-no das suas equipes, o que leva a um cenário interno de constante negociação de prioridades e urgências. Se estamos falando de software, qual área reservaria ou mereceria a maior urgência? Seria o desenvolvimento ou o suporte técnico similar à UTI hospitalar? Haveria como evitar o cliente ao suporte/UTI chegar? Quanto está custando cada urgência?

E a discussão corre solta, porque cada um tem uma visão, lembra? Mas urgência não pode ter dissonância. Urgência é prioridade. E se a venda é a prioridade das empresas, prioridade a ela deve ser dada, sim? O que nos leva a uma boa pergunta: o que hoje permite, dificulta ou evita a venda na empresa de software (a sua inclusive)? Se a empresa não tem esta clareza, pode se concentrar no produto e esquecer que sem mercado não há empresa. Ou se esforçar no suporte e esquecer que falta treinamento, tanto da equipe como do cliente.

E o que acontece se a empresa é uma startup, micro ou pequena empresa de software, com recursos limitados para tanto que precisa fazer? Um SEBRAE não tem a mesma urgência de uma startup... mas urgente é que passe a ter! Será que poderá? Se assim se tornar, tanto mais de urgente para o setor de software poderá realizar... (sim, sim, ideias práticas não faltam, adoraria conversar com quem do SEBRAE responsável e interessado por isso for...)

Startups precisam se provar nos seus mercados-alvo (vender) e seus empreendedores hoje sentem que precisam se capacitar para a venda numa urgência muito maior do que a urgência daqueles que os atendem e têm que lidar com múltiplas e diversas programações, ações e logísticas. Um mês de adiamento na capacitação e consultoria em venda de software faz diferença no resultado das empresas! Mas isso só vê quem alinhado e com a mesma urgência estiver, vê?

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