Prepotência mancha currículo

Em qualquer lugar que se vá 2 grupos haverá. Um será proativo. O outro? Reativo.

E tão interessante é observar como cada um é. O grupo proativo é feito por gente de ação, que procura a solução ao enxergar um problema. O grupo reativo reúne quem se queixa, mesmo quando tempo não há para reclamação.

O proativo é positivo, propositivo. Foca o projeto, a eficiência, o cumprimento das entregas, o benefício para os outros. O reativo é negativo, até presunçoso. No fundo, no fundo, sente que ninguém o entende - ou que ninguém entende o que ele entende. Sente-se merecedor, mais do que é. E um continuado tédio com as respostas dos outros não o deixa ver os erros que faz e as oportunidades que passam sem ele as enxergar.


E o cenário fica mais complexo e interessante se o grupo reativo é formado por gente de grande conhecimento no que faz. Risco há, exatamente por isso, e triste isso é... prepotência mancha currículo...

Observo cada um dos grupos e vejo a boa intenção que têm, cada um à sua maneira. Como um vendedor reativo pode entender a pouca ou nenhuma disposição do cliente em ouvi-lo? Como pode um reativo parar de reclamar se não tem empatia pelo outro, se não vê através dos olhos do outro, se não quer ver através dos olhos do outro?

E esta investigação pode se aprofundar... O que leva cada um a ser como é? O que leva um a se ver menos, tão ou mais importante do que um outro? Como pode um interagir com outro (qualquer outro, em qualquer momento) se não reconhece no outro alguém que poderia ser?

Só refletindo sobre questões assim, só encontrando o proativo que temos e todos têm em si, que podemos cumprir nosso dever e nosso legado... na venda e além dela...

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