Mensagem não pode ter dissonância

E olho o anúncio de 4 páginas da Apex no Anuário Valor 1000 e é impossível não analisá-lo à luz da Engenharia de Vendas.

Três qualidades toda comunicação deve ter: ela deve ser clara, concreta e importante para o público-alvo. Só assim ela terá chance de ganhar aceitação, volume e velocidade de replicação.

E boa é a campanha Be Brasil ao focar a criatividade, a determinação, a qualidade e a sustentabilidade brasileira nos produtos e serviços que produzimos e nas oportunidades para investimento que aqui temos. Mas... e esse "mas" sempre aparece para exigir mais na execução de qualquer ideia... três dissonâncias na mensagem da campanha são notadas. E permitam-me aqui ser bem detalhista e crítica (toda crítica é positiva, lembram?) para que o ganho da avaliação de uma comunicação seja revertido na melhoria da comunicação em muitas outras.

Dissonância 1: Se a campanha é dirigida ao mercado externo, pretender ou sugerir que um alemão ou um americano "seja Brasil" não gera adesão, gera? Mais ainda, a palavra Brasil no exterior é Brazil. Sendo metade inglês (Be) e metade português (Brasil), a expressão gera clareza ou confusão?

Dissonância 2: Se a campanha é dirigida ao mercado externo, cuidado deve haver com múltiplas versões de sites, domínios, redes sociais, etc. Inglês é o idioma oficial internacional e o site www.bebrasil.com.br tem uma versão de texto em inglês, mas não tem o domínio bebrasil.com, que já está tomado por um site em italiano de moda praia originada no Rio...

Dissonância 3:  Se a campanha é para abrir e ampliar mercados, a figura de uma porta fechada por trás da mensagem é adequada? Ou não?

Como os americanos dizem, my two cents...

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