Quem fala bem dos outros fala bem de si

Profecias e predições agem de forma continuada e sutil. Repetidas, tornam-se parte da situação e afetam o seu próprio desenvolvimento. A profecia autorrealizável, discutida desde os tempos da Grécia e da Índia Antiga e tornada conceito pelo sociólogo Robert Merton há 7 décadas, faz parte das nossas vidas - para o bem e para o mal também.

Há os que se sentem mal e profetizam insucessos a si mesmos. Há os que se sentem ameaçados e profetizam insucessos aos outros.

Há os que se sentem bem e profetizam sucessos a si mesmos. Há os que se sentem confiantes e profetizam sucessos aos outros.

E tanto acreditam no que falam que o que falam pode se tornar real. Ou não, se absurdo é o que falam e a crença que têm. 

Mas a análise não é tão simples assim... porque se aqui paramos em nenhum lugar mais distante chegamos. A questão a investigar é "o que faz alguém se sentir mal ou bem - e profetizar a permanência do mal ou do bem?". O que leva alguém a querer para o outro o que sente em si, seja o mal ou o bem? 

O que faz alguém falar mal de alguém? Ou bem?

Por que uma mesma situação gera reações diferentes em pessoas diferentes? 

Por que uma mesma situação gera reações diferentes numa mesma pessoa em fases diferentes?

Baixe agora mesmo o dedo da culpa apontado para um outro, pense em si próprio e não em outro alguém. Deixe que o outro se veja como é por ele próprio, pelas lições que está tendo - e vendo e entendendo, ou não.

Quem fala bem dos outros fala bem de si. Quem fala mal dos outros fala mal de si.

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