Vivendo num plano real ou interpretativo?

"Fiquei muito motivada com essa forma diferente de vender que você compartilhou. Eu sempre evitei ir a qualquer palestra de vendas com medo de me obrigarem a mentir para os clientes".

Este foi um dos comentários que ouvi depois de uma palestra que dei ontem. O olhar da pessoa, a hesitação na voz, o suspiro de alívio, tudo ali na minha frente, tão forte! Volta e meia, alguém me dá este testemunho e agradece pela integridade do método de venda prática e real que compartilho - e que, com maiores resultados, substitui artimanhas manipulativas de venda que tentam dominar ou, pior, enganar o cliente.

E tão interessante é observar e acolher a ingenuidade e a miopia do auto-centrismo presente nas relações humanas. O cético crê no seu próprio ceticismo, o contaminador contagia e se contamina, o ausente cobra presença, o manipulador manipula... e nem percebem...

O auto-cêntrico é egocêntrico. Em sua particular psicologia, julga o outro dentro de seus próprios padrões. Nem imagina que o outro é diferente do que ele(a) é...

E isso acontece porque o auto-cêntrico tem uma visão interpretativa do mundo em que vive... Por julgar os outros pelo que ele é e sente, não olha as coisas como são, mas sim como acha que sejam. Reage, não responde. Tenta se impor. Alimenta seu próprio ceticismo, contágio, ausência e manipulação sem perceber que o ceticismo, a contaminação, a ausência e a manipulação não são a regra de comportamento das pessoas - muito menos as melhores práticas nas relações humanas!

Talvez dê-se conta disso um dia. Até lá, o auto-cêntrico vai apontar nos outros os erros que tem em si. Se você conhece alguém assim, acolha-o, mas poupe-se. Há momentos em que a melhor resposta a uma visão dissociada da realidade é um compreensivo e atencioso não.

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