Quanto maior a relevância científica, maior é a possibilidade de funding global

Quando a relevância científica é maior do que a engenharia do software, em outra dimensão entramos. Em momentos assim, entramos numa dimensão catalizada por cientistas de renome e fundings globais, além das práticas comerciais de compra e venda.

Vejam o exemplo do concurso "The Venture". Mais de 2.500 startups de vários países do mundo se candidataram a receber exposição mundial (quer melhor marketing?) e um prêmio de US$ 1 milhão. 27 delas chegaram à final e estão sendo avaliadas e votadas. Entre as 27, 1 é brasileira: Epitrack. Sim, conheço as pessoas, a história e o trabalho que eles fazem; e sim, já votei e meu voto foi deles.

O que chama mais a atenção no The Venture, no entanto, é a concentração das biotech startups entre as finalistas. 7 das 27 finalistas são biotech startups. Ou seja, 1 entre cada 4 finalistas são biotech. Mapeamento de epidemias, medicina de precisão, biologia sintética, nano sensores tinham sido exemplarmente discutidos durante evento futurologista da Fundação Champalimaud no final do ano passado, lembram (vejam aqui)?

Sim, decididamente, quanto mais próxima a tecnologia estiver de cientistas e de problemas globais e escaláveis, de alta repetibilidade e impacto social, maior será a possibilidade de funding global para os seus desenvolvedores.

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