O drama dos 4 vendedores que não vendem

4 vendedores conversam. Lamentam o momento, culpam o tempo e os outros pelo que estão passando. De onde estou consigo ouví-los, já que falam cada vez mais agitados:

- Preciso bater a minha meta. Está difícil, os clientes estão adiando a compra. Às vezes nem consigo falar com quem decide. Algumas vezes consigo falar pelo telefone, até fazer uma visita, mas depois o cliente desaparece.

- Meu problema maior está na pressão pela proposta. Quando me atende, parece que o cliente não tem tempo para nada, só para perguntar pelo preço e me pedir proposta.

- Não sei mostrar o valor do que vendo. O produto gera benefícios para o cliente, mas não tenho números, provas, métricas. Caio sempre naquela armadilha de mostrar "o software" para quem quer ver "o resultado" do software. Em 2 minutos a conversa esfria.

- Meu problema está nas apresentações para o cliente. Não se passam nem 5 minutos e o decisor sai da sala. Quando ele sai, ninguém mais presta atenção, vira uma bagunça...

- Meu chefe me cobra demais. Está sempre falando dos reais que me faltam bater. Tantos mil, tantos mil, já vivo com isso na cabeça. Estou até esquecendo do que o cliente realmente precisa. Olho para ele e vejo uma máquina registradora na minha frente.

- Eu não tenho ideia da importância do software que eu vendo para o mundo. Ou para os clientes. E meus concorrentes são anti-éticos. Como é que eu sei disso? Não sei.. mas devem ser, vivo perdendo negócio para eles.

- Cliente não sabe o que quer, vive pedindo o que não vai usar. É uma perda de tempo ouvi-lo. Quanto mais genérica é minha abordagem mais eu deveria vender, não é? Não entendo porque não estou vendendo. 

- Passa o dia e chega a noite, vivo preso naquele escritório.

...
O que terá acontecido com eles? Não perceberam ou esqueceram como é olhar através dos olhos do cliente? Ainda não conheceram a Engenharia de Vendas?

Comentários

  1. Aísa,
    Interessante essas conversas, aplicam-se em várias áreas de negócios.
    Como é bom ver que pessoas conseguem explorar um nicho, ensinarem o que aprenderam e melhor ainda, ensinando pessoas que por estarem no ramo por muito tempo, esquecem de serem diferenciados. Tornam-se todos azuis, todos amarelos e todos vermelhos, quando surge alguém rosa, tudo sucumbe, perdem mercados e muitas vezes o sono, até adaptarem-se ficam marginalizados por não terem o produto ou serviço inovador da concorrência.

    Abraços,

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