Não se erra erros diferentes, erra-se os mesmos erros várias vezes

"Não" à desatenção que leva à repetição...
Algumas ações têm consequências imediatas. Correr sem se alimentar traz mal-estar. Comer ou beber demais também. Sair muito tarde para o aeroporto faz perder avião. Chegar atrasado e despreparado em reunião faz perder cliente potencial. Perder a calma leva à perda da razão. Desatenção leva à repetição, a refazer o trabalho, refazer o caminho, refazer o que precisa ser refeito.

As consequências imediatas são previsíveis, fáceis de ser entendidas. Ainda assim, erra-se. O erro é o esquecimento da instrução e do aprendizado que já se teve. Não se erra erros diferentes, erra-se os mesmos erros várias vezes. Erra-se, aprende-se, erra-se, aprende-se. Repetição, repetição, repetição. Perda de tempo e aflição. Excluídos os rebeldes, ninguém erra ou quer errar por gosto.

Fica ainda mais difícil não errar quando alternativas de ação são distantes das suas consequências em relação a "tempo". Decisões maiores como "com quem se relacionar, em quem acreditar, a que se dedicar, onde morar, com o que trabalhar, o que priorizar e o que não adiar" têm consequências não imediatas. Na imprevisibilidade, geram um custo futuro que corresponderá ou não à expectativa passada. Curiosamente, também aqui não se erra erros diferentes, erra-se os mesmos erros várias vezes. Até aprender. Até o momento do "dar-se conta", um momento "mágico" em que fica claro "o porquê" do erro acontecer.

Brecht dizia que "o objetivo da ciência não é abrir a porta para a infinita sabedoria, mas definir um limite para o erro infinito". Aprender com os erros é o caminho mais rápido para não mais errar. No inesperado momento do "dar-se conta", a real e completa "compreensão" do erro (e dos seus porquês) leva à liberdade da sua repetição...

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