O bem que uma parada faz

2 vezes por ano tiro 15 dias para desconectar, descomprimir, me espaçar. Tão intensa e desafiante é a vida de quem vende uma metodologia, um software, e compartilha uma verdade, uma visão de futuro, que necessário se faz de tempos em tempos parar, zerar, recomeçar. O parar purifica, desperta, aguça o olhar, torna possíveis todos os começos e recomeços. O parar dá fôlego para o seguir, para o mover, para o crescer, para o inovar. O parar me humilda e me leva a alegremente acolher o que está vindo ao meu encontro, bendito.

Desta vez fui para o Vale do Capão, na Chapada Diamantina. Lá cruzei montanhas, meditei, encontrei pessoas e lugares. Lá também encontrei o passado e vivi o presente. Lá, mais uma vez, desprendi-me de qualquer laço não mais necessário. Peregrina que sou, quanto mais leve a mochila que levo, mais rápida e longe sigo - e esta é uma verdade universal, nos sentidos material e sutil.

Depois da cachoeira, a visão do Vale da Fumaça
Nesses 15 dias de parada, minha busca e único propósito é a liberdade. E esta busca é tão constante e tranquila que agora sei / sinto que a liberdade não se encontra num lugar ou numa situação, numa outra pessoa ou num amanhã. Liberdade é sentir e ter a coragem e a inocência de seguir sempre em frente - com responsabilidade, sim, mas sem medo, sem travas, sem drama, sem culpa, sem dependências. Liberdade é estar aqui e agora, no Capão, no Recife, em São Paulo ou onde for, e sentir o coração tranquilo...

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