Estamos indo ao desconhecido

O pequeno texto a seguir é transcrição de 2 momentos de J. Krishnamurti entre os anos 50 e 60. O teor é profundo. É confuso se lido superficialmente, mas claro na sua profundeza. Tudo o que é dito aqui é aplicável para todas as situações de desacordo que possamos estar neste momento vivendo...
"A mente é o conhecido - o conhecido sendo aquilo que tem sido experimentado. Se vejo com clareza que minha mente não pode ver o desconhecido, há absoluta quietude. Mas se sinto que posso capturar o desconhecido com as capacidades do conhecido, faço muito barulho: converso, rejeito, escolho, tento achar um caminho. 
Por outro lado, se a mente entende sua absoluta incapacidade de conhecer o desconhecido, se ela percebe que não pode dar um simples passo em direção ao desconhecido, a mente fica completamente silenciosa. Não entra em desespero, não está mais procurando nada. 
Somente quando a mente está vazia, quieta, livre das suas próprias criações, temos a possibilidade de achar algo que é real. Mas se eu acredito em algo e você acredita em outra coisa, o próprio acreditar age como uma barreira entre nós, criando um processo de desintegração."
Sim... 

Sem escapismos, sem suprimir o que seja, em silêncio, que percebamos que estamos indo ao desconhecido...

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