Escolhemos? Ou somos escolhidos?

Decisões, decisões, decisões... Lidamos com "decision trees" (árvores de decisão) a todo momento, decidindo agora e arcando com as consequências que virão logo ou muito tempo depois. Decisões pequenas são mais fáceis. Suas consequências são também pequenas e fáceis de ser revistas caso correções se façam necessárias. Mas... e quanto às decisões maiores, não tão fáceis, nem tão facilmente revertidas? Sou eu - o você - quem as toma? Ou é algo a mais, consciente ou inconsciente, que nos leva a tomá-las ou vê-las tomadas?

Carl Jung dizia que "sincronia é uma realidade sempre presente para quem tem olhos para ver". Que olhos seriam estes? Que visão seria esta? Que sincronia seria esta? Poderiam estes olhos reconhecer significados em coincidências? Poderia esta visão reconhecer nosso papel nas grandes decisões?

Muitas coincidências acontecem no dia-a-dia. Encontros e desencontros... Insights e dúvidas... Acertos e erros... São eles que muitas vezes nos levam a ir em frente... ou a pausar... ou a recomeçar... Tomar uma direção ou outra... Escolher um caminho ou outro... Sucessivamente! Quem tem olhos para ver, percebe o movimento da sincronia. Quem está no modo "automático" não o percebe.

Felizmente, uma pequena mudança na consciência do que acontece ao nosso redor tem um efeito similar ao efeito dominó. Nesta hora, e a partir daí, sincronias são percebidas. Crescentemente! 

A importância desta percepção ampliada? Quanto maior é a percepção, menor é a ansiedade e menor o número de decisões tomadas por impulso, em reação, prematuras, equivocadas. 

Percebendo sincronias, ganhamos tempo para melhor escolhermos... e sermos escolhidos...

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