Prematuro, o julgamento mata a observação

Para melhorar qualquer procedimento, processo, método, atitude, faz-se necessária grande observação. Como está sendo feito hoje o que se está querendo melhorar? A que custo? Quanto tempo é gasto? Quem é responsável pelo processo? Quem participa do processo? Quem é impactado pelo processo? Quem sofre? Quem é beneficiado?

Observar exige identificar prioridades, localizar gargalos, estudar pontos de melhoria, conhecer melhores padrões. Observar exige tempo de levantamento, tempo de análise e definições, tempo de implantação e acompanhamento.

Observar exige foco e completa concentração no que é observado. Claro isso, não? Não.. Não paramos na observação, julgamos.. E ao julgarmos, o dedo do julgamento começa a pesar mais do que o olhar da observação. Aí começa o problema.

O julgamento é mais rápido do que a observação e, ao julgarmos, tomamos lados. O certo, errado, melhor, pior, isso e aquilo que ocorrem logo no início da observação diminuem a amplitude do estudo da observação. Prematuro, o julgamento não deixa que a observação se estenda para identificar prioridades, localizar gargalos, estudar pontos de melhoria, conhecer melhores padrões. Prematuro, o julgamento mata a observação.

O que fazer? Contenha-o. Dedique-se à observação focada e ampliada do que você pretende melhorar e, só depois, à avaliação do conjunto da observação. Só assim, o julgamento poderá ter o foco e a amplitude que o ponto a ser melhorado merece.

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