Os nãos que os inseguros dizem

Se bem usado, "dizer não" é uma qualidade. Precisamos dizer "não" em situações onde teríamos dano, atraso ou prejuízo. Nesses casos, o não deve sair rápido e seguro.

Mas olhe à sua volta e veja a quantidade de nãos que saem muito rápidos - e aparentemente seguros - em resposta a boas propostas. Esses são os "maus nãos". Se pudéssemos fazer um censo, veríamos que esse tipo de "mau não" é geralmente dito por pessoas que tentam compensar suas próprias inseguranças, Um "mau não" é dito por quem não conhece o que está sendo proposto e vê como saída conclusiva o uso do não. Um "mau não" é usado por quem se sente inseguro ou isolado no que está sendo falado ou proposto - justamente para terminar a razão da sua insegurança ou isolamento.. Além dos inseguros, um "mau não" é dito geralmente pelos mal alocados - alguns também os chamariam de incompetentes, mas penso que não exista pessoas incompetentes, mas sim mal alocadas..

Confúcio, filósofo chinês, dizia que "real conhecimento é saber a extensão da ignorância do outro". Quando há esse real conhecimento e ouve-se um não de alguém produzido pela sua respectiva falta de conhecimento, pouca ou nenhuma  importância será dada a este alguém. Neste caso, quem disse "não" será praticamente não ouvido (mais isolado ainda? sim..), e o trabalho prossegue..

Mas "o que fazer quando quem disse um mau não" é um superior? Neste caso, ajudar o superior a aumentar o seu próprio conhecimento, com mais fatos concretos e menos opiniões pessoais, é uma forma de evitar que "aquele não" seja, ele próprio, a causa de danos, atrasos ou prejuízos presentes e futuros..

Sim ou não?

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